A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Linha Sombria, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, contrabando e lavagem de capitais no Pará e no Ceará. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos investigados e de uma empresa usada pelo esquema.
Ao todo, os agentes cumpriram cinco mandados de prisão preventiva (dos sete expedidos) e oito mandados de busca e apreensão nos municípios paraenses de Belém, Ananindeua e Vigia, além de Fortaleza (CE).
Durante a ação, duas pessoas foram presas em flagrante, ambas servidoras públicas:
- No Ceará: Um funcionário público alvo de busca e apreensão foi preso por porte ilegal de arma de fogo.
- Em Belém: Outro servidor público, que já era alvo de mandado de prisão preventiva, acabou preso em flagrante ao ser flagrado guardando anabolizantes de forma irregular, o que configura crime contra a saúde pública.
No total, a PF apreendeu quatro pistolas, um revólver, duas espingardas calibre 12, diversas munições e frascos de anabolizantes.
Entenda o caso
As investigações começaram em agosto de 2024, após a prisão de um homem em flagrante transportando drogas, cigarros contrabandeados e celulares. A partir dessa prisão, os federais identificaram uma rede de negociação de entorpecentes, transferências bancárias suspeitas e o uso de “laranjas” para ocultar a origem do dinheiro.
O grupo possuía divisão clara de tarefas, contando com responsáveis pelo contato com fornecedores e compradores, logística de distribuição local das drogas e operadores financeiros.
Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, contrabando, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
