Dos 83 casos de sarampo ocorridos no Brasil este ano, 43 deles foram registrados no Pará, considerado o primeiro estado no ranking de ocorrências do país. Os números divulgados pelo Ministério da Saúde preocupam, mas segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), ainda não há registro de óbitos em 2019. Duas mortes ocorreram no Estado em 2018.
Os municípios com mais casos confirmados, entre junho de 2018 e maio de 2019 no Pará, foram: Santarém (42), Prainha (39), Monte Alegre (16), Belém (9), Curuá (8), Juruti (6), Jacareacanga (4), Itaituba (2), Alenquer (1), Aveiro (1) e Faro (1). Os perfis dos pacientes confirmados eram do sexo masculino (53,3%), faixa etária < 1 ano (23%), seguida de 20 a 30 anos (18,2%). A partir de casos suspeitos, 13.9.587 pessoas foram vacinadas em bloqueios vacinais.
Há três anos, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Mas, em março deste ano, o MS confirmou à Opas um caso de sarampo endêmico ocorrido no Pará, em fevereiro. Surtos ocorreram também nos estados do Amazonas e Roraima, todos iniciados em 2018. Assim, o Brasil perderá a certificação de país livre da doença e precisa iniciar um plano para retomar o título dentro de 12 meses.
De acordo com os dados registrados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (Sipni) de 2018, na rotina de vacinação com tríplice viral em crianças com um ano de idade, o Pará não alcançou a meta mínima de cobertura vacinal de 95,0%. No Estado, a dose 1 (D1) atingiu 74,54% e a dose 2 (D2), 57,67% de cobertura vacinal.
Para a Campanha Nacional de Vacinação de Sarampo e Rubéola, ocorrida entre agosto e setembro de 2018, o Pará alcançou 95,7% de cobertura vacinal.
Com informações O Liberal.
