Mulher vai ao hospital fazer cirurgia para retirar vesícula e fica em estado vegetativo

Camila tornou-se totalmente dependente de outras pessoas para executar tarefas simples do cotidiano (Reprodução/Metrópoles)

Classificada por profissionais de saúde como um procedimento de baixo risco e alta segurança, uma cirurgia para retirada da vesícula associada à correção de hérnia mudou de forma abrupta e inesperada a vida da consultora de moda e servidora pública do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Camila Nogueira, de 38 anos.

Após o procedimento, Camila tornou-se totalmente dependente de outras pessoas para executar tarefas simples do cotidiano, incluindo atividades básicas de autocuidado. De acordo com o advogado que representa a família de Camila, a paciente chegou à unidade hospitalar saudável, sem histórico de doenças preexistentes.

Apesar disso, durante a cirurgia, Camila sofreu uma parada cardiorrespiratória, que resultou em danos cerebrais irreversíveis. Atualmente, ela permanece acamada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, recebendo cuidados médicos especializados.

Possíveis problemas na anestesia

Segundo o advogado da família, o procedimento cirúrgico de Camila estava inicialmente agendado para o início da manhã, mas sofreu atrasos significativos. Em decorrência disso, a anestesista originalmente escalada foi substituída.

A defesa alega que os profissionais não teriam realizado a anamnese adequada e que o preenchimento da ficha pré-anestésica de Camila só ocorreu após o início da cirurgia, o que, segundo a família, pode ter contribuído para as complicações no decorrer do procedimento.

O relato apresentado pela defesa aponta que Camila permaneceu em sofrimento respiratório por cerca de 15 minutos durante o procedimento, gerando questionamentos sobre a agilidade da resposta da equipe diante da complicação.

Acusações

De acordo com o documento apresentado, as anestesistas teriam registrado “valores incorretos” na ficha anestésica, ao comparar os dados anotados com as informações fornecidas pelo monitor multiparamétrico durante o procedimento.

Até o momento, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) não havia se manifestado oficialmente sobre o caso, deixando em aberto a apuração das responsabilidades e eventuais medidas disciplinares a serem tomadas.

Por: O Liberal

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