Redação do Enem 2025: veja o que mudou em cada competência avaliada e entenda como notas foram afetadas

ENEM 2025 - DOMINGO (16) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Caderno de prova laranja no 2º dia de prova — Foto: Érico Andrade/g1

Embora o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) negue oficialmente qualquer alteração nos parâmetros de avaliação [leia mais ao final da reportagem], documentos enviados aos corretores mostram que houve três diferenças principais em 2025, em relação aos anos anteriores:

Segundo professores e corretores ouvidos pelo reportagem, essas orientações tornaram a correção mais rígida em alguns pontos e mais subjetiva em outros — o que pode explicar por que candidatos que sempre alcançaram notas acima de 900 ficaram no patamar dos 700 pontos.

Guilherme*, de 23 anos, por exemplo, nunca havia obtido uma nota abaixo de 900. Na redação do Enem 2025, alcançou apenas 740 pontos. “Não uso modelo pronto de texto. Não desaprendi a escrever no dia da prova nem estava nervoso. O Enem virou uma grande bagunça”, afirma.

➡️ Veja, abaixo, o que mudou (são 200 pontos atribuídos a cada competência, somando o total de 1.000):

Competência 1: domínio da norma culta

Nesta área, que avalia o uso da gramática e da estrutura sintática, não houve mudanças formais. Em 2024, o candidato podia obter a nota máxima mesmo com até dois desvios gramaticais, desde que a estrutura do texto fosse considerada excelente. Em 2025, os critérios descritos na grade permaneceram os mesmos.

Competência 2: compreensão da proposta e aplicação de conceitos

Em 2024, exigia-se que a redação apresentasse claramente as três partes do texto dissertativo-argumentativo — introdução, desenvolvimento e conclusão —, além de abordar o tema de forma completa, com repertório sociocultural pertinente.Segundo professores e corretores ouvidos pelo reportagem, essas orientações tornaram a correção mais rígida em alguns pontos e mais subjetiva em outros — o que pode explicar por que candidatos que sempre alcançaram notas acima de 900 ficaram no patamar dos 700 pontos.

Guilherme*, de 23 anos, por exemplo, nunca havia obtido uma nota abaixo de 900. Na redação do Enem 2025, alcançou apenas 740 pontos. “Não uso modelo pronto de texto. Não desaprendi a escrever no dia da prova nem estava nervoso. O Enem virou uma grande bagunça”, afirma.

➡️ Veja, abaixo, o que mudou (são 200 pontos atribuídos a cada competência, somando o total de 1.000):

Competência 1: domínio da norma culta

Nesta área, que avalia o uso da gramática e da estrutura sintática, não houve mudanças formais. Em 2024, o candidato podia obter a nota máxima mesmo com até dois desvios gramaticais, desde que a estrutura do texto fosse considerada excelente. Em 2025, os critérios descritos na grade permaneceram os mesmos.

Competência 2: compreensão da proposta e aplicação de conceitos

Em 2024, exigia-se que a redação apresentasse claramente as três partes do texto dissertativo-argumentativo — introdução, desenvolvimento e conclusão —, além de abordar o tema de forma completa, com repertório sociocultural pertinente.Segundo professores e corretores ouvidos pelo reportagem, essas orientações tornaram a correção mais rígida em alguns pontos e mais subjetiva em outros — o que pode explicar por que candidatos que sempre alcançaram notas acima de 900 ficaram no patamar dos 700 pontos.

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Guilherme*, de 23 anos, por exemplo, nunca havia obtido uma nota abaixo de 900. Na redação do Enem 2025, alcançou apenas 740 pontos. “Não uso modelo pronto de texto. Não desaprendi a escrever no dia da prova nem estava nervoso. O Enem virou uma grande bagunça”, afirma.

➡️ Veja, abaixo, o que mudou (são 200 pontos atribuídos a cada competência, somando o total de 1.000):

Competência 1: domínio da norma culta

Nesta área, que avalia o uso da gramática e da estrutura sintática, não houve mudanças formais. Em 2024, o candidato podia obter a nota máxima mesmo com até dois desvios gramaticais, desde que a estrutura do texto fosse considerada excelente. Em 2025, os critérios descritos na grade permaneceram os mesmos.

Competência 2: compreensão da proposta e aplicação de conceitos

Em 2024, exigia-se que a redação apresentasse claramente as três partes do texto dissertativo-argumentativo — introdução, desenvolvimento e conclusão —, além de abordar o tema de forma completa, com repertório sociocultural pertinente.

A grade de correção, que estabelece os critérios detalhados que devem ser seguidos pela banca, não havia trazido nenhuma mudança em 2025 neste aspecto: os candidatos deveriam fazer referências a autores, a livros ou a filmes, por exemplo, para embasar seus argumentos.

Citações genéricas, sem a devida contextualização (“repertórios de bolso”), não deveriam ser consideradas válidas. Esse combate aos “modelos prontos” de redação foi comunicado explicitamente no Manual do Candidato, em setembro de 2025, dois meses antes do Enem.

A exigência da competência 2, portanto, continuou a mesma — mas erros nessa parte passaram a interferir também na nota da competência 3 (veja abaixo).

Competência 3: seleção e organização das informações

➡️Um documento extra, enviado por e-mail aos corretores depois dos treinamentos presenciais, passou a estabelecer que a competência 2 deveria dialogar com a 3. Ou seja, repertórios socioculturais avaliados de maneira negativa pela banca passaram a ser punidos em duas competências, não mais em uma.

Segundo os professores ouvidos pela reportagem, esta foi a principal explicação para a queda inesperada nas notas de tantos alunos.

Em 2024, a nota máxima nesta competência seguia critérios matemáticos claros: o candidato precisava usar operadores argumentativos entre parágrafos em pelo menos dois momentos e apresentar ao menos um elemento coesivo dentro de cada parágrafo.

Em 2025, essa contagem foi retirada do quadro-resumo. No lugar dos parâmetros numéricos, passaram a ser usadas classificações mais subjetivas, como presença “regular”, “constante” ou “expressiva” de elementos coesivos.

Para professores, a mudança eliminou o referencial exato que os corretores utilizavam.

2024:

2025:

Competência 5: proposta de intervenção

Cabe ao aluno, na redação do Enem, sempre elaborar uma alternativa que soluciona o problema apresentado no texto. Pode ser uma política pública organizada por um ministério ou uma campanha de conscientização promovida pela imprensa, por exemplo.

É obrigatório ter 5 itens: ação (o que deverá ser feito?); agente (por quem?); finalidade (com que objetivo?); meio (de que forma?) e detalhamento da ideia.

Assim como nos anos anteriores, deixar 1 dos 5 elementos de fora levaria à perda de 40 pontos. Mas uma nota de rodapé em 2025 acrescentou uma nova orientação: o aluno que esquecesse especificamente o item “ação” teria uma punição maior, de 120 pontos.

“Tem aluno que esquece e que coloca a ‘ação’ de forma que parece finalidade. Isso causou a perda de mais pontos do que ele pensava. Ainda vem o Inep e diz que não houve modificação?”, questiona um corretor *.

m nota, o órgão do Ministério da Educação (MEC) afirmou ainda que as provas são corrigidas por ao menos dois avaliadores, com previsão de terceira correção em caso de divergência, “garantindo equilíbrio, justiça e tratamento isonômico a todos os participantes”.

Por que uma alteração não comunicada é problemática?

De forma inédita, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) passou a aceitar as notas das últimas três edições do Enem (2023, 2024 e 2025) ao classificar alunos para universidades públicas em 2026.

Ou seja: aqueles que “estrearam” no exame e só puderam concorrer com a nota de 2025 sentiram-se injustiçados ao disputar vagas com veteranos, supostamente avaliados com menos rigidez.

Por: G1

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