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Atleta de Tailândia comemora oportunidade com a Seleção Júnior de Handebol

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Marcos Vinícius Vieira dos Santos, 17 anos, é um dos 17 convocados pelo técnico da Seleção Júnior (Foto: divulgação)
Marcos Vinícius Vieira dos Santos, 17 anos, é um dos 17 convocados pelo técnico da Seleção Júnior (Foto: divulgação)

Nascido no município de Tailândia (PA), a 240 km de Belém, o jovem Marcos Vinícius Vieira dos Santos, 17 anos, é um dos 17 convocados pelo técnico da Seleção Júnior, Hélio Lisboa Justino, o Helinho, para o Pan-Americano de Foz do Iguaçu (PR). Hoje, feliz por estar no grupo que defende o País na competição continental, Pará, como é conhecido, enfrentou muitas dificuldades até chegar à Seleção Brasileira.

“Venho de uma região com menos estrutura. Não há grandes treinadores ou times fortes. Quando era pequeno, ia ao ginásio sozinho com uma bola para treinar na quadra. Assistia vídeos na internet e tentava fazer igual aos jogadores profissionais. Além disso, fiz muitas loucuras para poder jogar handebol. Cheguei a andar 14 horas de barco sem comer e fazer viagens de 30, 40 horas de ônibus. Mas não me arrependo de nada. Acho que tudo isso me diferenciou dos demais para me destacar onde o handebol não tem muita visibilidade. Agora estou colhendo os frutos disso”, afirmou o ponta direita.

Pará teve o suporte de uma pessoa muito especial para não desistir do esporte no começo da carreira. A mãe, Eliana Batista Vieira, fez de tudo para o filho concretizar o sonho de um dia chegar à Seleção Brasileira. “No começo, minha mãe preferia que eu ficasse em casa cuidando dos meus irmãos. Mas depois que comecei a disputar campeonatos, ela me deu todo o apoio e deixou de fazer muita coisa para me ajudar. Teve uma época que eu precisava de um tênis específico para handebol, que era muito caro. Ela vendeu algumas coisas dela para comprar esse tênis. Agradeço muito minha mãe. Se não fosse ela, teria desistido do esporte”, revelou.

Como a maioria dos brasileiros, o jovem de 17 anos começou a praticar handebol na escola, mas em pouco tempo já ganhou destaque nos campeonatos. “Comecei a jogar na minha cidade só por lazer. Por ser um município muito pobre, procurei fazer algo para não parar de estudar e ter que arrumar um trabalho”, contou. “Fui para os Jogos Escolares da cidade e depois disputei o Estadual. Na mesma época, tive a oportunidade de participar de um acampamento regional, que contou com a presença do técnico da Seleção Adulta, Jordi Ribera, e ele selecionou três atletas para o acampamento nacional. Eu era um deles”, completou.

Após o convite para participar dos treinamentos em Blumenau (SC), a carreira de Pará deslanchou. “Durante o acampamento, o técnico do CAIC Balduíno/GHC/UFPI (PI), Giuliano Ramos, me chamou para jogar na equipe dele. Conquistei vários títulos lá, inclusive o de Campeão Brasileiro Escolar e o vice no Mundial Escolar disputado na Turquia. Depois participei de mais um acampamento nacional, acabei convocado para a Seleção Juvenil e agora já estou na Júnior”, declarou o ponta direita, hoje jogador do Clube Português do Recife/Aeso (PE) e estudante de direito na capital pernambucana.

“Não é fácil conciliar os estudos com a vida de atleta. Uso o meu tempo de descanso para estudar. Chego do treino a noite, leio os livros, faço os trabalhos da faculdade e no outro dia acordo cedo para ir à aula. É um sonho que eu tenho: estudar direito e me formar”, contou Pará.

Sobre o Pan-Americano de Foz do Iguaçu, Pará confia no trabalho desenvolvido por toda comissão técnica para conquistar o título da competição. “O grupo está fechado e é muito forte. A gente vem há dois anos treinando juntos e estamos entrosados. Temos bom jogadores e comissão técnica muito qualificada. É importante que a Seleção esteja bem estruturada para chegar forte no campeonato. É o conjunto da obra que fará com que os resultados apareçam”, finalizou.

Pará com o técnico da Seleção Adulta, Jordi Ribera (Foto: divulgação)
Pará com o técnico da Seleção Adulta, Jordi Ribera (Foto: divulgação)

 

Via Brasil Handebol

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